quarta-feira, 4 de março de 2009

04/03/2009 - La Paz (BO) / Puno (PE)

Acordamos cedo pois queriamos sair para apanhar as motos antes que a cidade acordasse. Tomamos cafe e na hora de arrumar as coisas lembramos que deixamos as chaves do bau na oficina, logo eu tinha tudo de fora e nao tinha como carregar e marinho tinha tudo dentro do bau e só podia usar a roupa de pilotar, rs. Saimos e a cidade já havia acordado. Pegamos um taxi que pedimos para o rapaz do hotel chamar pois tinha que ser confiável. Pagamos 30 bol e ele nos deixou em frente a loja. Acertamos tudo, testei a moto, perfeita, e partimos rumo a Copacabana, paso para o Peru. A saída da cidade, para variar foi tumultuada. Subimos uma ladeira que eu fiquei assustado com a moto. Problemas só para sair quando esta parada, nao tem força, mas depois tudo bem. Tinha a rota no GPS, mas como nao tem o mapa da Bolivia, funcionava apenas como uma marcacao e trilha, mas deu para safar. Ah, um detalhe sobre a cidade, a parte mais baixa esta uns 1000 m da parte alta.. putz.. e em poucos km de ruas.

Finalmente estrada, caminho muito bonito, ao longe observam-se as montanhas com seus cumes nevados, muito foda. Encontramos na estrada um grupo, na verdade uma familia toda (pai, mae e 4 filhos) todos viajando de moto. Tiramos umas fotos e prosseguimos rumo a fronteira com o Peru. Cerca de 40 km antes tem-se que cruzar o lago por balça. Nao tinhamos bolivianos e marinho negociou o pagamento em reais mesmo. Fechamos por 20 reais (muito mais caro comparado aos 10 bol que teriamos que pagar) e dei mais 3 de propina.
Tramites na fronteira boliviana, ok. Tramites na fronteira peruana, muito demorado. Ao chegar conseguimos fazer a imigraçao, mas logo depois era hora de almoco e nao conseguimos fazer logo a aduana das motos, tivemos que esperar. Nesse tempo chegaram duas motos, BMW GS800, com sul africanos, muito simpaticos e que iriam contornar o lago titicaca. Depois de muito rolo e medo por causa de um tal seguro necessário agora no peru, conseguimos os papeis e seguimos para Puno, já estava tarde e esse seria nosso destino hoje. Agora no Peru, com mapa no gps, tudo mais tranquilo. Já tinham nos avisado e resolvemos respeitar os limites de velocidade, principalemente nos centros urbanos, nao deu outra, em todos havia um carro da policia. Nao tivemos problemas.
Chegamos em Puno, e novamente recorremos ao GPS para encontrar um hotel, na segunda tentaviva encontramos o Conde de lemos, muito bom, de frente para a plaza de armas. 40 dolares. A garagem esta interditada, por isso paramos em um estacionamente perto.
Comemos uma bela pizza com vinho. Passeamos pela rua dos turistas e vim atualizar o blog.
Amanha partimos para Cusco ou direto para Próximo de Machu Picchu, veremos.
abs,
skinner desde Puno, Peru

03/03/2009 - La Paz (BO)

Ontem depois da dificuldade em pilotar na altitude com a GS, decidimos deixa-la em um mecânico para ajustar a carburaçao. Deixamos as motos em uma loja da honda em calacoto e aproveitamos para fazer umas compras. Comprei botas novas, pois estava cansado de ficar com os pés molhados e luvas novas, apesar de estar usando umas de ski e que realmente sao impermeáveis, nao tinha mobilidade alguma. Voltamos para o hotel e saimos a pe para conhecer as ruas próximas. Muitos hostels, muitos turistas, e muito tumulto. O resumo de La Paz, é isso, uma cidade tumultuada. Nao se tem regras para nada. As vans que fazem transporte publico param onde querem, os passageiros saltam onde querem e os pedestres, atravessam onde querem. Todos buzinando, gritando.. aff.
Comemos um prato típico em um restaurante simples, mas muito bom. Lógico que depois de tudo isso voltei para o hotel e dormi a tarde toda. Na verdade dormi, acordei as 23 horas e voltei a dormir, acordando somente no dia seguinte.
Amanha vamos apanhar as motos e partir para Puno ou Cusco no Peru.

segunda-feira, 2 de março de 2009

01/02/2009 - Santa Cruz (BO) / Cochabamba (BO)


O trem chegou por volta das 10 da manha em Sta cruz. Ja prontos para apanhar as motos seguimos ao vagao de carga para acompanhar a descida. Percebemos que aquele monte de treco que havia por sobre as motos na verdade era muito mais que um monte de treco. Tinha de tudo. Tivemos que aguardar a retirada das bagagens e nisso nos avisaram que a carga iria para o local de recebimento e que poderiamos subir no trem para ir ao ponto de receber as motos. Esperamos um pouco pois havia muita coisa ainda no vagao, e precisariam remover primeiro para tirar nossas motos. As motos foram descidas na mao mesmo, e a primeiro foi a minha. Verifiquei arranhoes no tanque.. mas fazer o que. A do marinho nada sofreu. Equipamos as motos. Os carinhas queriam 150 pesos cada moto, reclamei que havia risco na minha moto e eu arcaria o prejuizo mas que nao pagaria o valor, demos cerca de 120 bol pelas duas.

Abastecemos as motos e partimos rumo a Cochabamba. Pegamos a estrada nova, que segue pela planicie e somente sobe no fim da ruta. Estradinha boa, com um certo movimento no inicio, e muitos doidos, nossa, realmente Bolivia é um Páís a parte. O trecho de subida vai do nivel do mar ate um pouco mais de 3000m. Minha moto comecou a falhar por volta dos 2000 m, ou seja. o caminho a La Paz, vai ser complicado. Pegamos muita neblina, chuva, frio. Chegamos em Cochabamba por volta das 18 horas. A cidade é grande e muito bonita.
Arrumamos um hotel bacana e depois de comer, descansar. Pretendemos sair amanha por volta das 10 horas.

Abs,
skinner










domingo, 1 de março de 2009

28/02/2009 - Trem da Morte - Corumbá (BR) / Sta Cruz (BO)

Combinamos com o Beto as 8:00 am para terminar a papelada e finalmente entrar no trem para Sta Cruz. De inicio passei na Receita federal do Brasil para fazer a entrada de algumas coisas já que volto pela Argentina e nao quero problemas. Foi rápido, seguimos para a Policia Nacional da Bolivia atrás dos papeis necessário para o translado das moto na Bolívia. Nos atenderam com bastente cordialidade, apesar da demora. Ainda fazem tudo com um maquina de escrever e ainda por cima, o carinha nao sabe usar. Depois de um tempo conseguimos a documentacao. Ah claro!!! Nao sem antes pagar uma propina. Essa foi mais cara, cerca de 200 bolivianos. De posse deste documento, fomos novamente tirar copias que seria necessárias para o embarque das motos. Fizemos tudo entregamos para o responsável na estacao e finalmente pesamos as motos. As duas juntas deu cerca de 360 bolivianos. Embarcamos as motos. O vagao estava vazio, arrumamos tudo, fixamos com as tiras que trouxemos e voltamos para a estacao para esperar a partida. Claro que tudo isso nao seria de graca, morremos em 150 bolivianos por eles terem posto as motos no trem. Na verdade argumentamos que a moto nem foi posta por eles, mas disseram que tem que pagar o carinha que segurou o trem na plataforma, caso contrário as motos teriam que ser embarcadas com mais dificuldade e com isso mais caro. hehe... Pagamos claro. Entramos no trem, classe Pullman. Muito quente. Nesse dia já estava sol, logo muito calor poeira. Mas tudo certo, estavamos a caminho de Sta Cruz. No vagao que estavamos conhecemos alguns brasileiro e outras pessoas muito interessantes. Mas é muito quente. A viagem leva cerca de 20 horas, passamos a frutas e cereais. Ainda arrisquei umas empanadas e um assado de carne. Ainda estou aqui. De tempos e tempos iamos observar as motos. Já na primeira vez nao conseguimos pois havia muita coisa no vagao. Entregamos a missao e esperariamos até o dia seguinte para ver os danos. Com certeza haverao. Amanha pretendemos desembarcar as motos e partir para Cochabamba. depois posto fotos.





















27/02/2009 - Campo Grande(MS) / Corumbá(MS)

Saimos cedo, logo após o café, pois queriamos aproveitar para resolver tudo que pudesse, e viajar tranquilo.. sem pressa. Abastecemos as motos e partimos. Estradinha tranquila. Pensávamos que iria piorar quando estivessemos no MS mas nao aconteceu isso nao. A XT, estranhamente, comecou a entrar na reserva com 140 km mais ou menos, antes 180. Algo nao esta certo. A GS ainda se comportando muito bem. Novamente a brincadeira de tira a capa, chove, coloca a capa, faz calor. O caminho nao tem com errar, porém em miranda abastecemos já que o próximo somente após 160 km, pela média da XT, teriamos problemas. Fiquei de ligar para o BETO de Corumbá, o mesmo que auxiliou o SPIDI na sua travessia. Paramos para conhecer a tal Maria dos Jacarés, figurinha fácil. Chegamos na hora da reza dela, entao comemos um peixinho frito e fomos atrás do bichos. Ela aproveitou o intervalo da reza e foi levando um pedaco de frango e chamando os bichos. Eles comecam a aparecer, por todos os lados. Ela manda que eles subam na terra para comer e eles vem, tiramos muitas fotos. Inclusive ela quis nos cobrar 50 reais para pegar no rabo (do jacaré), negociamos e fechamos por 10,00.
Prosseguimos rumo a Corumbá. Depois de cruzar a ponte sobre o Rio Paraguai, e pagar o pedagio (3,00), como nao podia deixar de ser, parei para colocar a capa, pois mostrava chuva mais a frente. Foi terminar de me vestir e sair do acostamento que caiu um temporal, mas com tudo que tem direito, vento, muita água, folhas e galhos voando para todos os lados e muito barro. Tem muito movimento de caminhao na estrada e com isso eles jogam tudo na estrada. Chegamos a Corumbá, imundos, molhados e cansados, mas muito bem. Nos dirigimos ao centro e fomos procurar uma loja para Marinho fazer a revisao de 10.000 km da moto. De lá liguei para o Beto avisando que tinhamos chegado, e ele prontamente foi nos encontrar, de moto, debaixo de uma água só. Ali percebemos que ele nao era qualquer um nao, putz. Resolvi trocar o óleo da GS também, e fomos almocar e conhecer mais do Beto e ele a nós. Conversamos sobre os trâmites de entrada e viagem no Trem e concordamos que seria melhor iniciar tudo hoje. Caso deixassemos para o dia seguinte poderiamos nao conseguir resolver a tempo.
Pegamos as moto e partimos rumo a fronteira com a Bolívia. Nessa primeira entrada, checaram nossos documentos e das motos, e como nao iriamos permanecer, nao foi necessario visto de entrada. O Beto sugeriu que vissemos primeiro a passagem, pois se nao tivesse, de nada adiantaria arrumar a papelada logo. Após cambiar alguns reais por bolivianos (1 real / 2.95 bol) compramos a passagem para amanha (115 bolivianos cada - Pullman). Próximo passo foi resolver os papeis de entrada nosso e das motos. Choveu até o momento que compramos a passagem, ou seja, estavamos molhados de chuva e suor. Fomo ao controle fronteirico e depois de mostrar passaporte, certidao de vacina, conseguimos os vistos de 30 dias. Depois fomos tirar copias de tudo pois para dar entrada na aduana boliviana seria necessário. Tudo isso dica do amigao Beto. Cópias na mao, fomos a aduana. Tivemos que tirar umas outras cópias e no fim de tudo o carinha ainda pediu uma propina para um sorriso, sei lá. Demos 50 bolivianos. De posse do documento da aduana teriamos que pedir uma autorizacao a polícia para trafegar no país, deixamos isso para o dia seguinte. Estavamos exaustos. Beto nos indicou um hotel e nos levou até ele. Nada demais, na verdade bem fraquinho. Mas como o cansaco era imenso, foi nele mesmo. Depois de arrumar as roupas para secar, cobinamos de encontrar o Beto e fomos tomar umas cervejas e comer um picalomacho.
Tentei postar em uma lan, mas como fechou cedo só me permitiu postar o dia de ontem.
abs,
skinner
Jacaré na Dona Maria

Caminho de Corumbá


Caminho de Corumbá


Fazendo graca


ainda fazendo graca





sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

26/02/2009 Araçatuba (SP) / Campo Grande (MS)

Ola meu povo, primeiramente, desculpe-me por não ter enviado noticias antes, mas sabem como é, lugar novo, cidade nova, hotel barato. Não consegui achar um acesso, mas vou tentar passar um pouco do que foi a experiencia deste trecho.
Acordamos na casa do Sérgio (amigo do marinho), por sinal não me recordo de ter sido recebido tão bem na casa de alguém, nossa!! Depois daquela galinhada que vocês viram, ainda tivemos direito a lavar a roupa, estender na sala. Quando acordei Marinho já estava arrumando as coisas. Oxe, carinha mais apressado. Tratei de começar a arrumar tb. Muita chuva, choveu a noite toda e ainda chovia quando acordamos. Nosso anfitrião, não satisfeito na alegria do jantar de ontem nos agraciou com um belissimo café da manhã, completissimo.
Saimos por volta das 9:00. Pelo horário e a chuva desistimos da ideia de rodar até Corumbá e ganhar um dia, por isso pensamos em ir até Aquidauana.
Estradas perfeitas em São Paulo, pista dupla e isento de pedágio. O grande problema era a capa de chuva, pois no caminho viamos uma grande tempestade a frente, parava, colocava a capa e seguia. Nada da chuva cair. Começava a suar muito e decidia por tirar a capa. Ai a chuva aparecia. Foi assim durante bom tempo, até que decidi ficar com a capa e o calor também.
Estavamos um pouco preocupados com a situação das estradas no MS. Todos diziam que as condições não seriam as mesmas que em SP. Cruzamos a Hidroelétrica que faz divisa entre SP e MS, simplesmente linda. Paramos para tirar foto, mas sempre de olho se alguma viatura da polícia nos inteceptaria por estar ali fotografando. Realmente de inicio parecia que as estradas eram pessímas, porém percebemos que só estava daquele jeito no posto fiscal da divisa, de resto as pistas de muito bom a bom. Paramos em Águas claras para abastecer e Marinho foi verificar a luz da lanterna que teimava em não acender. Lâmpada trocada, partimo em direção ao nosso destino. fomos agraciados com muita chuva (já estava de capa) e aves, como araras e tucanos. Indescritível ver como a natureza ainda se esforça para ser bela.
Chegamos em Campo grande e decidimo por não andar mais naquele dia, afinal ganhar 100 km até Aquidauana não seria grande lucro e, além disso, uma cidade muito pequena. Dessa vez o GPS permitiu a busca das ruas, e partimos em busca de um hotel. O primeiro que fomos não existia mais, kkk. Fomos em outro, mas que não tinha vagas em quarto com camas separadas, somente casal. Aí já viu né. Busquei no GPS e havia uma pousada na mesma rua que estavamos. Seguimos para lá. Pousada Mato Grosso. Linda frente, aparenta ser mais do que realmente é, porém muito símpático e preço bastante acessível.
Saimos para conhecer a cidade e ver o movimento, meio fraco. Retornamos cedo pois sairiamos cedo para aproveitar o caminho até Corumbá.
Desisti de utilizar o protetor de coluna, como a posição da moto é mais para frente mesmo, ele fica colocado mais reto e incomoda um pouco.


















quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

25/02/2009 - Rio/Araçatuba

O dia de ontem, último do carnaval e eu entulhado no quarto com os preparativos da viagem. Estava tudo espalhado por todos os cantos, o que levaria, e mais ainda, o que não levaria. E como não poderia ser fácil, a atualização do gps ficou para a última hora pois o meu cpu nao funciona mesmo.
Hoje, realmente iniciou a viagem. Sai de casa por volta das 07:00, o programado era nesse horário estar no Alemão da Dutra. Mas tudo bem, depois de todo preparativo, colocar tudo na moto, consegui sair e fui encontrar com o Marinho, parceiro nessa empreitada. Tradicional café da manha, pão com linguiça e coca, hehe (bom, eu não). Partimos por volta das 8:30 rumo a SP. O destino final de hoje ainda era incerto, pois tinhamos interesse em vir para Araçatuba, já que Marinho tem um conhecido por estas bandas. Convenhamos, pagamos muito caro pelos pedagios na dutra, mas a condição da estrada não nos deixa reclamar muito.
A viagem correu tranquila, pouco movimento considerando o fim do carnaval.
No caminho, de inicio alguma chuva, e depois muita chuva. Na primeira vez, antes de pegar a estrada coloquei o conjunto de chuva, perfeito, molhei somente de calor.. suando muito. Em uma próxima parada, resolvi retirar o conjunto. O frentista olha para mim e diz: "você tem certeza disso?" Hehe, não sei se o cara sabia ou era uruca.. rapaz.. era tanta chuva, mas tanta que não enchergávamos nada. Tomei um jato de um carro que se não me derruba por não ver a estrada poderia ser pela pancada. Saimos ileso, molhados mas ilesos.
Chegamos em Araçatuba e rodamos um pouco para encontrar a casa onde ficariamos. Apesar de estar com GPS, ele apresentou um erro, e percebi que era o cartão de memoria. Não conseguia procurar um lugar pelo endereço. Mas tudo bem, utilizamos o velho método, perguntar!
Tomei um banho e comemos uma galinhada, regada a cerveja, rum. Agora dormir e amanha partir para Aquidauana ou Corumbá, veremos.
Dados do dia:
KM: 956 km
Velocidade média geral: 86.4 km/h
Tempo total: 11:03 Tempo mov: 9:41 Tempo parado: 1:22 (vale lembrar que o gps ficou desligado algum tempo, imagino que ele nao tenha computado)

Partindo do Alemao


Partindo do Alemão II

Paradinha para Abastecer


Na estrada novamente


Paradinha para o almoço(light)


Nada como rever os amigos
Jantar Básico